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Autores
Arlequim
O estereótipo do sonhador solitário, olhando as estrelas com um olhar plácido mas nada sereno. Sua poesia não segue exatamente um padrão, alternando entre um modernismo incontido, um simbolismo pé-no-chão com traços excessivos de romantismo-segunda-geração. Facilmente se percebe que é um ser teimoso e que tem prazer em contradizer os outros ou a si mesmo. Não gosta de suas própias poesias. Não nasceu para ser poeta. Escreve um poema a cada dois meses.
Obra de destaque: Passos no crepúsculo
Lema: "I shall not confront Planet as an enemy,
But shall accept its mysteries as gifts to be cherished,
Nor shall I cruelly seek to peel the layers away like the skin from an onion,
Instead I shall gather them together, as the tree gathers the breeze,
The wind shall blow and I shall bend,
The sky shall open... and I shall drink my fill..."
Lady Deirdre Skye, Gaian's acolyte prayer.
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e-mail: iago.pe@bol.com.br
0Infante
Aparentemente o ser mais "normal" deste blog. É dotado de uma atenção extremamente volúvel e de uma tendência para engrandecer casos ao ponto de parecerem uma grande mentira. Sua poesia é, em demasiada, modernista, com métricas e rimas não muito ortodoxas. Contraditoriamente romântico. Vive do passado, e de certa maneira se orgulha disso. Sua máscara é a felicidade, parece ser simplesmente impossivel vê-lo triste, e mesmo que estes sorrisos não sejam falsos, raramente traduz a sua felicidade interior, ainda assim peca pelo otimismo excessivo.
Obra de destaque: Carta Poema
Lema: "Pense em tudo, mas pense curto".
blog pessoal
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e-mail: eng_haw@hotmail.com
Sr. Personna
Apesar de não ser o mais velho em idade cronológica, é provavelmente o mais antigo psicologicamente, sofrendo de mau-humor crônico e geriafilia. Sua poesia constitui-se 90% de sombras monotônicas pseudo-góticas augusto-dos-anjianas. Diz ter nascido com duas mãos esquerdas, e dada a impossibilidade de pintar ou desenhar, compõe imagens com palavras. O único no recinto que escreve poesia erótica.
Obra de destaque: Lavoura de cactos
Lema: "Gosto mais de uma garrafa de vinho que de um poema, mais de um beijo do que do soneto mais harmonioso. Quanto ao canto dos pássaros, o luar sonolento, as noites límpidas, acho isso tudo sumamente insípido. Os passarinhos sabem só uma cantiga e o luar é sempre o mesmo e este mundo é monótono a fazer morrer de sono."
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e-mail: lnvm@uai.com.br
Láquesis
Está numa eterna procura de não se sabe o quê, numa estrada sabe-se lá onde, circular. É acometida por baixa-estima. Possui leves ataques de histeria. No momento não conhece vastamente a literatura. Prefere o simbolismo, os sonetos Augusto-Anjianos, mas não dispensa o belíssimo lirismo de Fernando Pessoa. Aprecia Nitzsche acompanhado de uma boa música gótica ou irlandesa. Tenta escrever sonetos, cuja métrica é sempre imperfeita, sonetos medianos. Um tanto dramática. Não deve ser uma companhia exatamente estimulante. Seu pecado favorito é a Gula, ama azeitonas.
Obra de destaque: Neurofagia
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Olhos de Girassol
Ou podes atender simplesmente por Tai, oculta sob o véu de viúva de uma Drama Queen, ou talvez presa pelas cordas de uma Puppet Girl. Ela é assim. E por mais que sua busca poética glorifique-se em uma tentativa de soar simplória como a sua própria natureza pedante, ela é a vontade máxima do cosmopolitismo poético segundo uma visão retrógrada – quase parnasiana. Tem raiva e desgosto de seus poemas sem métrica, portanto apega-se a ela e não larga nunca. Admira Augusto dos Anjos e Clarice Lispector, bem como as composições de Tuomas Holopainen; abomina Vinícius de Moraes e alguns contemporâneos da Bossa Nova. Fã de metalinguagem, de erotismo, não sabe fazer poemas de amor. E é feliz assim, ao seu modo.
Obra de destaque:
Olhos de Girassol
Lema:"I weep to have what I fear to lose."
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e-mail: puppet-girl@bol.com.br
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Quinta-feira, Setembro 30, 2004
Olhos de Girassol
Tainã Nalon
Incessante, procuro uma saída
Para os infernos da trilha que sigo,
Adentrando no meu próprio vertigo -
Meu transe -, pelos meus olhos, traída...
Pela bruma mal enxergo o perigo
Dos espinhos dessa rosa caída,
Do veneno de sua sépala erguida -
São nos seus jardins que procuro abrigo.
... Mas se é tudo pela névoa oculto,
Se o dia se faz de sombra, esse vulto,
Como os meus olhos iriam notar?
Meus olhos de girassol, minha prece,
Contra tudo que a morte oferece -
É dia, mas não consigo enxergar...
Olhos de Girassol às 11:57
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Segunda-feira, Setembro 27, 2004
Morada
Lucas C.Lisboa
As quatro paredes,
lisas,alvas, brancas
límpidas, tão nuas.
Servem de moldura
para este meu quarto,
vago de mobília.
Alguns cobertores,
jogados ao chão,
servem como cama.
Com uma caneta
e só mais dois lápis,
faço companhia.
Quando estou vazio:
dialogo com tinta,
respondo em versos
Apenas escrevo,
sem qualquer receio
ou algum papel.
Há mais aposentos,
nesta minha casa:
sacada e varanda.
Mais quartos e salas,
porém já manchados,
de tinta e grafite.
Há móveis, são muitos,
mesas e tapetes,
são vários entalhes.
Poeira e ranhuras,
daquele outro lado
desta velha porta.
Sr. Personna às 16:58
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Sexta-feira, Setembro 24, 2004
Alegoria da espada
Bruno G. Fonseca/Lucas C. Lisboa
Flameja algoz o orgulho destemido,
homens e exércitos, fazem sua caça.
Desta coragem tú foste provido,
em martelo, escudo, espada e couraça.
O instinto desse meu héroi caído,
tem teu ego tomado pela traça.
Teu ímpio desejo fora rompido,
ainda prossigas pela honra escassa
És tu que pesadamente caminhas,
sobre as cinzas de tantas cidadelas,
donde só se escuta ecos dos horrores.
Há abismos e céus para perdê-las,
paraíso distorcido sem flores.
Guiou almas pródigas e daninhas.
ØInfante às 01:00
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Segunda-feira, Setembro 20, 2004
O Tempo
Tainã Nalon
Roubaste de mim o veio infecundo,
Tato que se perdeu na sinergia
Dos pincéis, dos cinzéis, da poesia,
Dom meu que jaz solene, moribundo.
Tu roubaste toda a minha energia,
Todo o meu potencial oriundo
Da sofia iconoclasta deste mundo,
Dentro do ventre tosco da agonia.
Tomaste, tu, todas as minhas trovas
E enfiaste, errante, nas rasas covas,
Debaixo dos jardins do meu passado.
Enxergaste, Senhor Incoercível,
As margens intocadas do impossível:
O pégaso do meu aprendizado.
Olhos de Girassol às 23:57
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Sábado, Setembro 18, 2004
Alguma poética
Lucas C. Lisboa
Versos pela noite, por mais uma estadia.
Calor do sentimento pela moeda fria.
Não tenho mais sonhos mas versos ainda invento...
Poemas da paixão que tive por um momento.
Mas não restou-me qualquer que seja poesia!
Tanto faz qual a arte, ela apenas me entedia...
Somente das palavras meu parco sustento.
Deitando-me nunca nalgum mesmo aposento...
um olhar bem aberto a penumbra aguardada.
meu quarto de pousada, solitário é certo...
não se vê sequer perto a lâmpada queimada.
a parede mofada o criado-mudo aberto...
do piano o concerto, à frontal sacada,
a porta recostada o silêncio decerto.
Sr. Personna às 10:11
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Terça-feira, Setembro 14, 2004
Breve Obtuário
Bruno G. Fonseca
Calor,
vida.
Palidez...
Frio,
morte.
Lágrimas,
velório,
caixão,
lápide.
Flores,
terra,
flores.
Tempo...Midia...
Vida.
Esquecimento...Morte!
ØInfante às 00:16
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Quinta-feira, Setembro 09, 2004
Fim de caso
Tainã Nalon
Quero entender a verdade do acaso
Para saber o que me faz tão forte -
Seja na força perpétua da morte,
Ou no nem tão doce fim desse caso.
E que me não seja um simples ocaso,
Que não me seja um prenúncio da sorte -
Em cima desta cicatriz, um corte,
Que não me seja tão simples, tão raso...
Eu queria uma elegia de paz,
Mas, diante d'um idílio improvável,
O meu passado tornou-se intocável.
O alívio não me faz menos ou mais:
Latente que seja essa minha dor
Não sei fazer poemas de amor...
Olhos de Girassol às 01:47
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Domingo, Setembro 05, 2004
Beyond the dark shore
Iago S. O. Pereira
As no angel heard my cry,
There's no choice left to try.
Plunge in nihilism and void
and thus fuse with the umbroid.
Deceitful dreams! On my wrath
forlorn hopes came to gloom.
Is too late to start from scratch
Time has come to leave the loom.
Getting across the last shore,
drawn by the bright magnet stars,
I explore forbidden lore
rising a prayer for Mars.
The crystal stream, endless flow
freezing my flesh from the deepness.
my body turns into a snow
doll, lying alone on the wilderness.
As no angel heard my cry,
There's no choice left to try.
Plunge in nihilism and void
and thus fuse with the umbroid.
Tradução tosca meio ao pé da letra:
(recomendo profundamente que leiam a versão original em inglês)
Além das areias negras
Iago S. O. Pereira
Como anjo nenhum ouviu meu lamento,
não me resta opção a tentar.
Me jogar em niilismo e vazies
e desta forma fundir-me aos umbróides...
Sonhos enganosos! Em minha fúria
últimas esperanças tiveram seu anoitecer.
É tarde demais pra recomeçar do zero
chegou a hora de deixar o tear.
Passando através da última praia,
levado pelas estrelas magnéticas,
exploro conhecimento proibido
fazendo uma oração a Marte.
O riacho de cristal, fluir interminável
das profundezas congelando a minha carne
meu corpo se torna um boneco
de neve, deixado solitário nos ermos.
Como anjo nenhum ouviu meu lamento,
não me resta opção a tentar.
Me jogar em niilismo e vazies
e desta forma fundir-me aos umbróides...
(em português perdeu completamente o encanto... sorry)
* Arlequim ~ Pierrot * às 00:35
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"O que é a vida? Fúria!
O que é a vida? Espuma oca!
Um poema, uma sombra quase!
E a sorte não pode dar senão pouco:
pois é sonho e os sonhos, sonho..."
Calderón de la barca, "A vida e o sonho"
Todos aplaudam a nossa poetiza Tai, que por alguma injustiça nunca foi apropriadamente anunciada, e que logo de cara após entrar ganhou o Concurso de Poesia da Editora Litteris - Nos Caminhos da Paixão - e terá seu poema publicado mais recentemente aqui no blog, "Cicatriz", publicado em uma antologia poética. Parabéns, Tai! ^^~ Continue assim. Anyway, o arlequim aqui gostaria de saber a quantas anda o novo template do blog, anunciado a mim pelo Infante. Ressalto a urgência graças ao péssimo feedback que temos recebido a respeito do atual tamplate ^_^ (ass:Arlequim)
Venho convidar a todos os amantes da poesia para se filiar à comunidade Poesia Formada no Orkut, quem ainda não fizer parte basta nos mandar um e-mail falando a razão do convite. A comunidade terá um espaço para criação on-line de poesias e contará com um outro para avaliação para possibilitar publicação de poesias de outros autores no blog. Espero que gostem da idéia, Abraços. (ass:0Infante)
Hoje visitei um blog que normalmente freqüento e vi uma obra da qual gostei muito, e me veio à cabeça uma idéia de fazer um mural de poesia de autores desconhecidos semanalmente ou quinzenalmente, ela esta ainda está em análise, porém quem desejar colocar suas poesias expostas no Poesia Formada basta envia-la para o nosso e-mail que nós analisaremos, e a postaremos caso seja boa. Outro método será a observação de blogs, e assim que achemos uma obra interessante pediremos a autorização do autor para publica-la aqui. Esta Idea ainda está em discussão. (ass:0Infante)
Estou novamente aqui para falar algumas "regras de boas maneiras" para a efetuação de comentários, será aceito todo e qualquer comentário sobre a avaliação poética das obras, ou sobre o site e autores do mesmo em si. Terão os comentários deletados os comentários com conteúdo ofensivo ou sem identificação do autor do mesmo. Outros no molde de autopropaganda serão ser mantidos desde que seguido esta norma, estas medidas estão sendo adotadas de modo a manter o bom nível do site, que não significa propriamente ter um número grande de comentários, já que acredito que a freqüente visitação dele reflete a sua qualidade na visão dos leitores. Agradeço pelos comentários bem estruturados e pelas visitas quase que diárias. (ass:0Infante)
Peço desculpas aos visitantes do blog, estou aqui para informar que a ordem de postagem é a seguinte 0Infante, Arlequim, Poeta do Hediondo e Shin´an Anklet, e qualquer atraso é causado pelo escritor, caso este não poste em no máximo três dias, será repassado a obrigação da postagem ao próximo escritor da seqüência, caso este próximo não poste, será repassado ao terceiro, e assim por diante. O blog será atualizado hoje (dia 18/02/04). Ainda estamos nos adequando a estas normas, agradeço a sua compreensão. (ass:0Infante)
Caros leitores do Poesia Formada, com orgulho venho comunicar que nossa equipe conta com uma nova poetisa. E acreditem, ou não, mesmo escrevendo há somente um mês, nos cativou com suas surpreendentes obras, e víamo-nos com o dever de convida-la para fazer parte do grupo, convite este que foi prontamente aceito. Com muita satisfação estou dando boa vinda à nossa nova poetisa, Júlia Levy, que terá suas obras publicadas nesse blog a partir da semana seguinte. Parabéns Júlia torço para que contemos sempre com este seu talento ao nosso lado. Saudosamente. (ass:0Infante)
Ocorreu um pequeno problema na formatação do texto, o que acabou por retirar a forma linear dos poemas, e, em alguns computadores com fonte maior, foram criadas "linhas extras" que podem ter prejudicado a estrutura de tais, isto danificou especialmente os sonetos... Estamos trabalhando para consertar isso o mais rapidamente possível. Obrigado por sua compreensão. (ass:0Infante)
Olá, caros leitores. Bem vindos ao Poesia Formada. Este é um blog onde três amigos expõem seu trabalho poético. Quem vos fala é Iago, também conhecido como Arlequim, o criador do template, apesar de saber muito pouco de html. O blog é atualizado em média de dois em dois dias, com um ou outro atraso. Atualmente é permitido aos três membros postarem não apenas poemas, mas prosas poéticas, imagens e dissertações sobre poesia, quando oportuno. Também aceitamos novos membros, e caso tu queiras participar, mande-nos um e-mail com uma amostra de teu trabalho poético, ou contate-nos via ICQ. (ass:Arlequim)
E-mail do Poesia Formada: poesiaformada@hotmail.com
Através dele receberemos qualquer trabalho e informação, responderemos, sempre, que/ou quando possível. Atenciosamente, Poesia Formada.
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