Autores


Arlequim
O estereótipo do sonhador solitário, olhando as estrelas com um olhar plácido mas nada sereno. Sua poesia não segue exatamente um padrão, alternando entre um modernismo incontido, um simbolismo pé-no-chão com traços excessivos de romantismo-segunda-geração. Facilmente se percebe que é um ser teimoso e que tem prazer em contradizer os outros ou a si mesmo. Não gosta de suas própias poesias. Não nasceu para ser poeta. Escreve um poema a cada dois meses.
Obra de destaque:
Passos no crepúsculo
Lema: "I shall not confront Planet as an enemy, But shall accept its mysteries as gifts to be cherished, Nor shall I cruelly seek to peel the layers away like the skin from an onion, Instead I shall gather them together, as the tree gathers the breeze, The wind shall blow and I shall bend, The sky shall open... and I shall drink my fill..." Lady Deirdre Skye, Gaian's acolyte prayer.

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0Infante

Dotado de uma atenção extremamente volúvel e de uma tendência para engrandecer casos ao ponto de parecerem uma grande mentira. Tem na poesia a dualidade de pensamento e ação, admirador do jogo de palavras e ritmo. É, contraditoriamente romântico. Vive do passado, e de certa maneira se orgulha disso. Sua máscara é a felicidade, parece ser simplesmente impossivel vê-lo triste, e mesmo que estes sorrisos não sejam falsos, raramente traduz a sua felicidade interior, ainda assim peca pelo otimismo excessivo.
Obra de destaque:
Meu espelho militar
Lema: "Pense em tudo, mas pense curto".

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Poetizaram por aqui:


Shin´an Anklet
Tão bela quanto as poesias que escreve, fez das palavras sua arte. É uma menina meiga e por vezes confusa, mas muito coeza quando tenta descrever o que sente, estima sua fé e crença e isso torna sua vida mais graciosa. Com redundância em seu nome "adorna" com sua paz tudo aquilo que toca. Quem a escuta confunde tua voz com a de anjos. Fez parte do auge do Poesia Formada com os encantos de tuas palavras. Deixa saudades até hoje.
Obra de destaque: Elogio da Palavra

Láquesis
Está numa procura de não se sabe o quê, numa estrada sabe-se lá onde, circular. É acometida por baixa-estima. No momento não conhece vastamente a literatura. Prefere o simbolismo, os sonetos Augusto-Anjianos, mas não dispensa o belíssimo lirismo de Fernando Pessoa. Aprecia Nitzsche acompanhado de uma boa música. Tenta escrever sonetos, cuja métrica é imperfeita. Um tanto dramática. Não deve ser uma companhia exatamente estimulante. Seu pecado favorito é a Gula, ama azeitonas.
Obra de destaque: Neurofagia
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Olhos de Girassol
Ou podes atender simplesmente por Tai, oculta sob o véu de viúva de uma Drama Queen, ou talvez presa pelas cordas de uma Puppet Girl. Ela é assim. E por mais que sua busca poética glorifique-se em uma tentativa de soar simplória como a sua própria natureza pedante, ela é a vontade máxima do cosmopolitismo poético segundo uma visão retrógrada – quase parnasiana. Tem raiva e desgosto de seus poemas sem métrica, portanto apega-se a ela e não larga nunca. Admira Augusto dos Anjos e Clarice Lispector, bem como as composições de Tuomas Holopainen; abomina Vinícius de Moraes e alguns contemporâneos da Bossa Nova. Fã de metalinguagem, de erotismo, não sabe fazer poemas de amor. E é feliz assim, ao seu modo.
Obra de destaque:
Olhos de Girassol
Lema:"I weep to have what I fear to lose."

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Quinta-feira, Março 31, 2005

Meu Espelho Militar
(Sáfico I)
Bruno G. Fonseca

De que me vale este soldado manso,
que perde a sanha ao vislumbrar patente.
Na aflita imagem de teu rosto ranço,
o breve instante em que se fez valente.

Contempla pálido semblante e canso,
desta apatia que o fez doente.
Despoja a farda militar o ganso,
inda que tua covardia ostente.

Descansa em paz, ôh, meu infante raso,
nas turvas águas do futuro pardo,
do enredo rústico no qual te traço.

Na tentativa de fugir, teu fardo,
faz em teu medo; moradia e aço.
Engula as lágrimas no teu descaso.


0Infante às 11:15


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Terça-feira, Março 15, 2005

Como já não me resta o paladar...
Lucas C. Lisboa

Eu sou o dedo médio do protesto.
A mais vil criatura do manifesto!
Do gosto mais vermelho sou amante!
Do sabor mais claro sou puro infante...

Para ineficácia do mal eu presto;
e dos campos recolho qualquer resto.
Sem perdurar mais que um negro instante...
Alcançando profundezas e avante!

Venho por entre os pincéis de luz,
por navios anis ao atracador;
carga pesada esqueleto-motor!

Copos com o amargo do ponto-cruz.
Esses vinhos cuja tão bela cor,
passam para ser do quente sabor!


Sr. Personna às 20:28


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"Toda vez que um justo grita,
um carrasco o vem calar,
quem nao presta fica vivo,
e quem é bom mandam matar
"

Cecília Meireles, "O Justo"


Mural

Olá, caros leitores. Bem vindos ao Poesia Formada. Este é um blog onde três amigos expõem seu trabalho poético. Quem vos fala é Iago, também conhecido como Arlequim, o criador do template, apesar de saber muito pouco de html. O blog é atualizado em média de dois em dois dias, com um ou outro atraso. Atualmente é permitido aos três membros postarem não apenas poemas, mas prosas poéticas, imagens e dissertações sobre poesia, quando oportuno. Também aceitamos novos membros, e caso tu queiras participar, mande-nos um e-mail com uma amostra de teu trabalho poético, ou contate-nos via MSN. (ass:Arlequim)

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