Autores


Arlequim
O estereótipo do sonhador solitário, olhando as estrelas com um olhar plácido mas nada sereno. Sua poesia não segue exatamente um padrão, alternando entre um modernismo incontido, um simbolismo pé-no-chão com traços excessivos de romantismo-segunda-geração. Facilmente se percebe que é um ser teimoso e que tem prazer em contradizer os outros ou a si mesmo. Não gosta de suas própias poesias. Não nasceu para ser poeta. Escreve um poema a cada dois meses.
Obra de destaque:
Passos no crepúsculo
Lema: "I shall not confront Planet as an enemy, But shall accept its mysteries as gifts to be cherished, Nor shall I cruelly seek to peel the layers away like the skin from an onion, Instead I shall gather them together, as the tree gathers the breeze, The wind shall blow and I shall bend, The sky shall open... and I shall drink my fill..." Lady Deirdre Skye, Gaian's acolyte prayer.

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e-mail:
iago.pe@bol.com.br

0Infante

Dotado de uma atenção extremamente volúvel e de uma tendência para engrandecer casos ao ponto de parecerem uma grande mentira. Tem na poesia a dualidade de pensamento e ação, admirador do jogo de palavras e ritmo. É, contraditoriamente romântico. Vive do passado, e de certa maneira se orgulha disso. Sua máscara é a felicidade, parece ser simplesmente impossivel vê-lo triste, e mesmo que estes sorrisos não sejam falsos, raramente traduz a sua felicidade interior, ainda assim peca pelo otimismo excessivo.
Obra de destaque:
Meu espelho militar
Lema: "Pense em tudo, mas pense curto".

blog pessoal
e-mail:
eng_haw@hotmail.com


Poetizaram por aqui:


Shin´an Anklet
Tão bela quanto as poesias que escreve, fez das palavras sua arte. É uma menina meiga e por vezes confusa, mas muito coeza quando tenta descrever o que sente, estima sua fé e crença e isso torna sua vida mais graciosa. Com redundância em seu nome "adorna" com sua paz tudo aquilo que toca. Quem a escuta confunde tua voz com a de anjos. Fez parte do auge do Poesia Formada com os encantos de tuas palavras. Deixa saudades até hoje.
Obra de destaque:
Elogio da Palavra

Láquesis
Está numa procura de não se sabe o quê, numa estrada sabe-se lá onde, circular. É acometida por baixa-estima. No momento não conhece vastamente a literatura. Prefere o simbolismo, os sonetos Augusto-Anjianos, mas não dispensa o belíssimo lirismo de Fernando Pessoa. Aprecia Nitzsche acompanhado de uma boa música. Tenta escrever sonetos, cuja métrica é imperfeita. Um tanto dramática. Não deve ser uma companhia exatamente estimulante. Seu pecado favorito é a Gula, ama azeitonas.
Obra de destaque:
Neurofagia
blog pessoal

Olhos de Girassol
Ou podes atender simplesmente por Tai, oculta sob o véu de viúva de uma Drama Queen, ou talvez presa pelas cordas de uma Puppet Girl. Ela é assim. E por mais que sua busca poética glorifique-se em uma tentativa de soar simplória como a sua própria natureza pedante, ela é a vontade máxima do cosmopolitismo poético segundo uma visão retrógrada – quase parnasiana. Tem raiva e desgosto de seus poemas sem métrica, portanto apega-se a ela e não larga nunca. Admira Augusto dos Anjos e Clarice Lispector, bem como as composições de Tuomas Holopainen; abomina Vinícius de Moraes e alguns contemporâneos da Bossa Nova. Fã de metalinguagem, de erotismo, não sabe fazer poemas de amor. E é feliz assim, ao seu modo.
Obra de destaque:
Olhos de Girassol
Lema:"I weep to have what I fear to lose."
e-mail:
puppet-girl@bol.com.br


Sábado, Novembro 17, 2007

(Memórias Curtas-II)

Haikai do Consumo
Bruno G. Fonseca

Por só serem teus,
ter estes sonhos comprados,
consomem os meus.


Haikai em Branco
Bruno G. Fonseca

Palavras sozinhas,
se não formam poemas,
não fazem sentido.


Haikai dos 2/3
Bruno G. Fonseca

Trabalhar o dobro,
pra sustentar a metade,
do nosso governo.


Haikai do Esforço Onírico
Bruno G. Fonseca

Trabalhar o dobro,
para viver a metade,
dos sonhos inteiros.


0Infante às 08:15


Comentários:

Quarta-feira, Novembro 07, 2007

À Principio - Narrativa
(Sáfico II)
Bruno G. Fonseca

O que fará caindo a noite, primo?
Dormir não ouse, hoje o sono é leve!
Está na hora, acorda e tira o limo.
Não quero ver mais em teus olhos neve.

Lugar lhe falta?Nunca perca ânimo,
sentar-se ao lado dessa moça deve.
Teus entre olhares que soslaio estimo,
na menor curva em teu sorriso breve.

Somos família, eternamente íntimos,
tanto que narro a tua história e a dela.
Você a ama e está disposto à riscos.

Nessa abstrata diferença nela,
que mal há nisso? Só brigar por discos?
Esses retalhos são detalhes ínfimos.


0Infante às 15:40


Comentários:

Sábado, Novembro 03, 2007

Quantificação...
Bruno G. Fonseca

Quanto, em quantas vezes,
senti algo assim?
Uma redondilha,
tão pequena e fulgaz.
Por coisa de instante...



...Temporal
Bruno. G. Fonseca

Quanto, e por quanto tempo,
algo assim me abateu?
Uma maior redondilha,
esta gigante sem fim,
que supera a eternidade.
São novas marcas poéticas.
cicatrizando dois versos.



0Infante às 19:25


Comentários:




"Toda vez que um justo grita,
um carrasco o vem calar,
quem nao presta fica vivo,
e quem é bom mandam matar
"

Cecília Meireles, "O Justo"


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Olá, caros leitores. Bem vindos ao Poesia Formada. Este é um blog onde três amigos expõem seu trabalho poético. Quem vos fala é Iago, também conhecido como Arlequim, o criador do template, apesar de saber muito pouco de html. O blog é atualizado em média de dois em dois dias, com um ou outro atraso. Atualmente é permitido aos três membros postarem não apenas poemas, mas prosas poéticas, imagens e dissertações sobre poesia, quando oportuno. Também aceitamos novos membros, e caso tu queiras participar, mande-nos um e-mail com uma amostra de teu trabalho poético, ou contate-nos via MSN. (ass:Arlequim)

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